segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Minha enteada é 10 !

Essa semana que passou minha enteada completou 10 anos de vida.

Desses 10 anos posso dizer que pelo menos 8 anos eu passei convivendo diretamente com ela, 7 desses casada com o pai dela e garanto que  foram os anos mais felizes da minha vida até hoje. 

Nossa relação é rara, desde sempre nos gostamos e nos respeitamos.
Foi convivendo com ela aprendi coisas muito valiosas como tolerância , amizade, altruísmo, disciplina, organização, não falar palavrões (as crianças tendem a imitar o comportamento dos adultos), tudo sobre princesas, a cantar várias musicas do One Direction ... ela já me ensinou até algumas palavras em inglês(rrsssss).

Eu vi nascer cabelo, cair dentes, nascerem outros dentes, vi uma bebezinha vestida de bailarina virar uma super sapateadora que arrasa no palco, vi ela aprender a andar de bicicleta, patins, skate, nadar, jogar uno, aprender a escrever, a ler , assistimos 345.596 vezes Branca de Neve (e todas passamos rápido a parte que a bruxa morre), escutei 856.789 o CD “Segunda Via” do nosso amigo Xuxa Levy (só porque ela amou esse cd por um tempão), cuidei dela com febre, brincamos muito, fizemos companhia uma para outra quando o pai e a mãe estavam trabalhando, passamos alguns natais juntas. Dos 3 anos até hoje estive com ela em  todos os aniversários,  decoramos um bolo de aniversário dela juntas,  viajamos para outros países, conhecemos várias praias, assistimos vários shows ... Passou tão rápido, dá uma saudade dela pequenininha.

Eu particularmente tenho muita dificuldade em entender as pessoas que escolhem não conviver bem com seus enteados. Eu acho lindo acompanhar o crescimento de uma criança, e se for filho(s) do homem que você ama, mais ainda. Pra mim é um privilégio sem fim ver de perto e participar do crescimento da Isa.

Minha enteada está crescendo, aquele bebê lindo virou uma menininha encantadora e agora a menina muda novamente ... seu corpo, seus gostos, os penteados estão mudando... nos próximos anos ela deixará de ser uma menina para se tornar uma moça segura, moderna, preocupada com sua saúde, seu bem estar, estudiosa, criativa, expressiva ... Uma moça muito preciosa.
Sinto-me orgulhosa por ter participado ativamente de uma forma tão positiva da vida dela. Toda essa convivência e aprendizado junto a ela deixam meu coração mais leve e feliz. 

Preciso agradecer imensamente neste post ao meu marido e a mãe da minha enteada, nós 3 sabemos que muitas vezes não foi fácil, mas focar no bem da Isa torna o fardo mais leve e as coisas possíveis. Agradeço por permitirem essa convivência tão intensa e tão gratificante. Meu mais profundo obrigada!

Feliz Aniversário de 10 anos ISA!!!!!!!!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Presença de Natal!


Estamos nas vésperas do Natal, uma época onde, famílias com pais separados, precisam decidir quem passa as festas com as crianças e como dividir esse tempo de forma coerente.
Muitas vezes, os pais, que não passam a noite de Natal com a criança, tendem a comprar presentes caros ou muitos presentes como forma de compensar a criança por essa ausência, mas nada que possa ser comprado substituí o valor emocional da presença, que, apesar de em muitos casos não ser possível ser física, ela pode ser feita através de um telefonema, de uma carta, dizendo palavras de amor, uma declaração sincera de admiração, elogios, entre outras formas.
Tão importante quanto amar seu filho é fazer com que ela saiba que é amado.
Neste Natal desejo que, todas as famílias que acompanham o blog, tenham nas lições de vida de Jesus, sua referência de conduta, que esse tempo seja de diálogo, e que o bem estar das crianças seja uma prioridade, que a harmonia seja uma meta comum a todos , que se dê e se receba perdão, que seja um tempo compreensão e acima de tudo muito amor.

Feliz Natal !

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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Feliz aniversario para o blog!


Semana passada (dia 13) completamos 2 anos de existência. Uhuuu.
Vou contar uma coisa pra vocês, quando comecei a idéia de fazer o blog não imaginava que seria tão difícil, admiro muito as blogueiras que conseguem postar todos os dias.
Graças a vocês esta dando certo, então vamos embora que temos mais um ano pela frente..
Obrigada a cada um que se interessou em ler os posts, ajudou a divulgar, participou com sugestões ... muitooooo obrigada.
Curiosidades:
- Mais de 8900 views
- 61 posts
- Mês mais visitado – Março de 2014
- Os 3 Posts mais visto:
* Oito erros que uma Madrasta nunca deve cometer – 274 views – (15/07/2014)
* O mito da madrasta má - 229 views -(20/12/2013)
* A Vódrasta – 189 views – (14/04/2014)
O Post menos visto :

- Cuidado: o perigo por estar mais perto do que imaginamos. – 32 views   13/11/2014)

Quase 900 curtidas na fan Page no facebook. https://www.facebook.com/boadrastapontocom/?ref=tn_tnmn
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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A ex dele não me aceita.

Vamos conversar sobre a resistência dela em nos aceitar ?!?!?
Esse tema foi sugerido no facebook e eu escuto muitas reclamações nesse sentido.


Para começar eu vou voltar ao ponto “analisando o pacote”. Sempre que escolhemos nos relacionar com alguém que tem filhos, temos que analisar se damos conta do pacote completo ou não.

A análise tem que abranger a forma que seu parceiro se relaciona com a “ex”, o tempo em que estão separados, quantos anos tem o(s) enteado(s), como a família dele reagiu a separação, se os enteados são resistentes ou não ... e por aí vai.

Por que eu falo que temos que analisar tudo isso? Porque esses são os fatores que vão fazer parte da nossa vida se aceitarmos nos relacionar com esse homem.

Quando nos deparamos com a situação de uma “ex” resistente a nossa presença temos que pensar duas coisas, se o final do relacionamento deles é recente ou se seu parceiro sofre alienação parental. Em ambas as situações, quanto mais suave e delicada for suas reações melhor para você.

 No caso de um termino recente, é importante entender e respeitar que eles, seu parceiro e a “ex”, estão passando por um momento delicado, onde os sentimentos ainda não amadureceram, estão vivendo uma espécie de luto pelo termino da relação. Temos que ter claro que esses sentimentos não têm nada a ver com a gente, é um processo que seu parceiro precisa viver não leve para o lado pessoal.

Falo por experiência própria. Quando comecei a namorar meu marido foi pouco tempo depois da separação dele e tive com conviver com dois sentimentos conflitantes, a alegria de estar apaixonada e ser correspondida e a impotência diante do luto que ele vivia com o final do casamento.

Quem já rompeu um casamento sabe do que estou falando, são muitas feridas, sentimentos muito complicados e quem está convivendo com uma pessoa que passa por essa turbulência emocional tem que estar preparada para respeitar esse momento com resignação, entender que não faz parte desse processo e não tumultuar o que provavelmente ainda está tumultuado.

Paralelo a isso acontece a aproximação com o(a) enteado(a) que não tem culpa do término da relação de seus pais. Na realidade esse processo de começar a namorar alguém que está recém separado implica em conquistar, lentamente e sem pressa, três espaços: o seu espaço na vida do seu companheiro, o espaço na vida do seu enteado e o espaço que existirá entre você e a mãe do seu enteado. São três processos diferentes que acontecem separadamente, mas, possivelmente, ao mesmo tempo.

Quando a mãe de um enteado é resistente a nossa presença e faz questão de deixar isso claro é porque ela ainda tem muita dificuldade em lidar com essa nova realidade e cabe a nós, que escolhemos entrar nessa realidade, nos adaptar a ela da forma mais respeitosa possível. Não entre em confronto, por mais difícil que seja, não discuta, não fale mal dela para seu parceiro (ele já tem as considerações dele), não fale mal da mãe do seu enteado para ele, não responda posts / mensagens / whatsapp ... neste tipo de situação o silencio é o seu melhor amigo.

Dê tempo ao tempo e assim a poeira vai baixando, os espaços vão se definindo e as coisas vão encontrando seus lugares ... e quando você se der conta o turbilhão passou.

Beijos e até o próximo post.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Um tapinha não dóí ?!?! Dói,sim!

Essa semana eu estava conversando com umas amigas sobre a famosa Palmadinha de correção. Não gosto de falar bater, acho muito forte, mas uma palmada de vez enquadro , será que funciona ? Será que educa?

Eu particularmente levei várias, eu era uma criança muito traquina.  
Não, não sou nem um pouco traumatizada por isso, sempre entendi que a minha a mãe estava me corrigindo por me amar!

Uma dessas amigas, mãe de 2 meninos (4 e 6 anos) disse que não dava para não dar umas palmadas ocasionalmente, pois sem elas seus filhos (ocasionalmente) saem do controle.  Acho que as vezes as crianças “pedem” essas palmada, querem ver até onde vai o limite dos pais.

Num determinado momento da conversa eu disse que madrastas não podem bater em enteados por mais fora do controle que eles estejam. Uma delas me perguntou, mesmo que a mãe “permita” uns tapinhas?? Respondi, nem assim.  

Primeiro que eu acho que pouquíssimas mães falariam pra madrasta dar umas palmadas em seus filhos, mas mesmo que isso aconteça não devemos fazer.

Eu entendo que dentro da afetividade da criança apanhar da madrasta é muito violento, principalmente se o papel da madrasta na vida dessa criança não for muito definido.

Certa vez uma outra amiga me disse que quando ela era criança tomou uns tapas da Madrasta do pai (avódrasta dela) e que seu pai ficou tão ofendido com isso que passou 15 anos sem falar com ela e sem visitar a casa do pai (avô da minha amiga). Ele como enteado se sentiu muito ofendido.

Tenho o privilégio de ser madrasta de uma menina super afetiva e comportada, mas confesso que nesses quase 09 anos de convivência já surgiram ocasiões que me  deu uma vontadinha de dar uma palmadinha . Quando isso aconteceu  eu escolhi conversar e quando foi algo mais grave esperei meu marido (o pai) chegar para ele decidir o que fazer.

Certa vez eu fiquei tão brava com ela que chorei,  quando ela me viu chorando ficou super preocupada e arrependida, ela sabia que tinha sido sério e que eu  tinha ficado tão triste que chorei. Isso me deixou mais próxima dela e fez com que ela se lembre disso quando está pensando em aprontar alguma travessura.

O importante é que nós  madrasta devemos saber que existem coisas que os pais devem fazer e nós não, palmadinhas corretivas é uma delas.

Um tapinha da madrasta pode doer muito mais que imaginamos, mais uma vez eu digo tenham paciência com seus enteados, conversem, observem eles,  muitas vezes atrás de uma aprontação ou uma birra tem uma criança com dificuldade em lidar com seus sentimentos!

Bj grande e até o próximo post!

 

domingo, 9 de agosto de 2015

Dia dos pais - 2015


Hoje comemoramos o dia dos pais.

Um assunto muitas vezes delicado, afinal a grande expectativa, que nós filhos depositamos na figura paterna,   muitas vezes geram frustrações e traumas. Mas, apesar de idealizar a figura do pai, eles são humanos, frágeis, delicados, sensíveis como qualquer um, mas para uma criança seu pai sempre será uma espécie de super herói.
Eu descobri cedo que os super heróis não vivem para sempre. Sinto muita saudade do meu pai (ele faleceu quando eu tinha 17 anos).
Estava pensando neste post e pensei em publicar uma foto minha com ele, mas não encontrei. Parei para pensar o porque de não ter a tal foto, porque não tem uma foto só de nós dois? Porque eu não tenho uma foto minha, criança, junto com meu pai ?!

Lógico que essa foto não existe  eu tenho 43 anos e fui criança num tempo onde nem se imaginava o que seria uma selfie o que dizer tirar foto de tudo que se faz como é hoje em dia . Naquele tempo para ter uma foto você tinha que comprar um filme, colocar na câmera, fotografar (ou pedir para alguém te fotografar), revelar e só então poderia contemplar o momento. Selfies são coisa muita recente (e existia vida antes dele).
Eu não tenho uma foto com meu pai porque ele me fotografava (eu e meus irmãos), ele esta lá o tempo todo só que por trás da câmera. Infelizmente eu não tenho a foto mas tenho a deliciosa lembrança e a certeza de que ele estava lá , perto, participando, opinando, apoiando, cuidando...
Como é bom a gente ter certeza que a nossa vida é importante para o nosso Pai.

Srs. Pais gostaria de dizer que seus filhos sempre vão esperar que vocês estejam perto, sempre vão esperar que vocês participem de suas vidas, sempre vão esperar que tenha espaço para eles na vida de vocês. Toda criança deseja ser admirada por seu pai, toda criança quer saber o quanto ela é importante.
Se por motivos diversos você Sr.Pai não pode estar muito próximo ou não pode ver seus filhos com a freqüência que gostaria , acredite que mesmo assim você é (e sempre será) muito importante para eles.

Desejo a todos os pais e a todos os filhos que tenham um dia de carinho, perdão, abraço, aceitação , conversas, risadas e muito amor!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Alienação parental: Aspectos Jurídicos em 8 perguntas!

Hoje é o primeiro post de uma série que estou fazendo sobre alienação parental. Para isso teremos uma entrevista com o advogado José Eduardo Branco. Um assunto muito sutil e delicado e ao mesmo tempo muito comum em muitas famílias.

Eu penso que a alienação parental é uma das atitudes mais que um adulto pode ter em relação a uma criança. É simplesmente ignorar ou pior brincar com os sentimentos dela de forma irresponsável e irreversível.

Inúmeras famílias vivem esse drama, infelizmente.

Abaixo o Dr José Eduardo Branco da JEBRANCO Consultoria Jurídica,  explica de fora simples e objetiva algumas questões sobre o assunto.

01) O que caracteriza judicialmente uma alienação parental?

Alienação parental, antes de uma conduta típica, descrita em especial (Lei 12.318/10), é uma síndrome que acomete a criança ou o adolescente prejudicando seu desenvolvimento e sua convivência. Assim, podemos descrever com ato de Alienação Parental “a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este”.

02) Quem avalia o grau da alienação o juiz ou um psicólogo?
Ambos, na verdade o juiz quando verifica indícios da alienação decide e aplica as sanções previstas na lei de forma a acautelar o bem estar do alienado, mas sempre pode e deve valer-se de estudo psicossocial ou biopsicossocial das pessoas envolvidas e de suas famílias, para então aplicar as medidas pertinentes para combater a situação.

03) Durante o processo da alienação o juiz escuta a criança? Como isso se dá?

Sim, na verdade sempre houve muita preocupação com relação à oitiva das crianças e adolescentes vítimas de abusos, isso porque geralmente elas são obrigadas a repetir a história diversas vezes, aos pais, aos professores, ao delegado, ao juiz, etc... o que gera revitimização, que aumenta o sofrimento. Hoje se busca o chamado depoimento especial, com a oitiva das vítimas em sala especial, separada da audiência através de profissional treinado e de confiança do juiz. Além disso, como dito acima, psicólogos e assistentes sociais emitem pareceres prévios sobre todos os fatos.

04) Se uma criança consegue perceber que seus pais fazem alienação entre si, como ela poderia pedir ajuda?

Na verdade a alienação pode ser percebida pelo próprio juiz ou pelos envolvidos no convívio com a criança. Mas ela, quando consegue falar a respeito, pode se comunicar qualquer adulto em quem confie.

05) Existem juízes que acreditam que a guarda compartilhada pode ser uma solução para acabar com a alienação ?  O que aconteceria se houvesse essa determinação e a mãe não acatasse a ordem do juiz?

A guarda compartilhada, que hoje se tornou praticamente a regra geral, isso é, deve ser buscada sempre que possível, dá maior liberdade à família e diminui a incidência da alienação na medida em que visa diminuir a tensão entre os envolvidos. Isso porque quando se verifica a regulamentação da guarda, isto é, imposição de regras entre aquele que detém a guarda e aquele que exerce o direito de visita, é comum o acirramento dos ânimos em virtude da disputa por espaço e tempo.

06) É interessante a parte abusada registrar situações mais em om Boletim de Ocorrência ? Como acontece isso numa delegacia (pode ser feito?)?

Sim, pode ser realizado o registro junto à autoridade policial sempre a criança ou uma das partes sofra com os atos previstos, como a criação de dificuldades para o exercício da visita regulamentada.
Esse registro servirá de prova no processo familiar (juízo que cuida da guarda, divórcio, alimentos, visitas, etc...) e também dará início à investigação de possíveis delitos a serem processados perante o juízo criminal.

07) O que uma madrasta pode fazer judicialmente para se proteger da alienação realizada diretamente contra ela?
A madrasta, que convive com a criança, integra a família e está tão envolvida quanto os genitores da criança, sendo de grande importância sua participação no processo educativo e afetivo, e, quando necessário, no processo judicial que analisa a alienação parental.

08 ) Qual é a pena para esse crime?
Na verdade não se trata de crime, então não se trata de pena, mas de consequências previstas para combater a atitude prevista na Lei da Alienação Parental, vejamos o dispositivo que trata do assunto:

“Art. 6º  Caracterizados atos típicos de alienação parental ou qualquer conduta que dificulte a convivência de criança ou adolescente com genitor, em ação autônoma ou incidental, o juiz poderá, cumulativamente ou não, sem prejuízo da decorrente responsabilidade civil ou criminal e da ampla utilização de instrumentos processuais aptos a inibir ou atenuar seus efeitos, segundo a gravidade do caso: 

I - declarar a ocorrência de alienação parental e advertir o alienador; 
II - ampliar o regime de convivência familiar em favor do genitor alienado; 
III - estipular multa ao alienador;
IV - determinar acompanhamento psicológico e/ou biopsicossocial; 
V - determinar a alteração da guarda para guarda compartilhada ou sua inversão; 
VI - determinar a fixação cautelar do domicílio da criança ou adolescente; 
VII - declarar a suspensão da autoridade parental.



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