O objetivo do blog BOADRASTA.COM é abordar temas que envolvem o universo das madrastas, pessoas que se relacionam (casam/namoram) com alguém que tem filhos de outros relacionamentos.
Domingo passado fui com meu marido, 2 primas muito queridas
e minha enteada ao show da boy band “One Direction”.
Lembro como se fosse hoje como eu ficava quando escutava uma
música dos Menudos. Fiz minha mãe ficar horas em pé (recém operada) pra eu
poder ver o Charlie (ele era meu preferido). Fui pra casa arrasada porque não
conseguiu ver nenhum deles.
Quando a Isa apareceu com o One Direction foi pedindo para
colocar um vídeo no you tube “What Makes You Beautiful”, assistimos ele umas 20 vezes.
Quando eu peguei o CD ela já sabia cantar todas do disco.
Inúmeras vezes cantamos e dançamos na sala ao som do One
Direction. Ver ela curtindo sua banda preferida ao vivo foi lindo e mágico.
Aquela menininha cantando todas as músicas da sua banda favorita direitinho, que
coisinha mais fofa.
Gosto de estar próxima das coisas que ela gosta, me
interesso pelos assuntos que ela trás para casa, dessa forma posso dividir suas
emoções e descobertas.
Foi muito divertido e gostoso estar com ela em seu primeiro
grande show.
Bom, tivemos apenas um efeito colateral ao show, ficamos com
uma baita gripe, pois estava tão frio domingo a noite no estádio do Morumbi que
até os “One Directions” precisaram
pegar um moletom no meio do show. Por conta disso estou completamente afônica sem
voz para gravar o vídeo dessa semana.
Desejo
a todas a mães, em especial no dia de hoje, que comemoramos seu dia, que elas
sejam mães felizes! Desejo que elas possam se orgulhar delas mesmas por terem
vencido suas mágoas e ponderado seus sentimentos em pró do bem estar dos seus
filhos para que eles possam crescer e se tornarem adultos melhores. Desejo que
vocês mães possam olhar as novas companheiras do seus ex-maridos como mais uma
fonte de amor, carinho e respeito para seus filhos.
Desejos
que as madrastas que se tornaram mães, as mãedrastas,
que possam ter sabedoria e
equilíbrio para criarem seus filhos e os filhos de seu marido com paz, amor, respeito
e harmonia.
Desejos
a todas as madrastas que estejam lendo este post que reflitam sobre seu papel
na vida de seus maridos e enteados e que vocês sejam cada vez mais responsáveis
com eles e com a relação deles quanto pais e filhos.
Para
aquelas que ainda tem dificuldade nessa relação, eu desejo que reflitam e
ponderem se é isso mesmo que vocês querem na vida de vocês. Hoje em dia nós
podemos escolher se queremos ou não nos relacionar com homens que já tenham
filhos (e nesse caso necessariamente com seus filhos). Sejam sinceras com vocês
e se escolherem embarcar nessa aventura, abram seu coração para tudo de bom que
esse tipo de relacionamento pode te trazer.
Na grande maioria das vezes, para temos um relacionamento
saudável com a mãe de nossos enteados precisamos de uma distância de segurança.
Aquela que preserva a intimidade, que previne a inveja, que não expõe a auto
estima do outro e que mantém a relação segura.
Na relação entre você e a ex-mulher do seu companheiro,
por mais saudável que ela seja é prudente que se mantenha essa distância. Ela
previne várias situações desnecessárias e embaraçosas.
A relação entre a “atual” e a “ex-mulher” não nasceu para
ser de melhores amigas. Acho muito legal e maduro quando se constrói uma relação
de respeito, cordialidade, gentileza... que ela ocasionalmente freqüente sua
casa, que vocês façam festa de aniversário em comum para os filhos, tudo isso é
muito legal e saudável, porém existe um limite de intimidade que é importante
preservar e não ultrapassar.
No meu caso, algumas vezes, precisei e ocasionalmente
ainda preciso me posicionar com relação a esses limite, o da distancia saudável.
É chato ter que fazer isso?! É! Porém para a segurança
dessa relação, por vezes se faz necessário. Assim como a mãe dos enteados por
vezes tem que se posicionar também quando a madrasta passa dos limites.
Sendo feito com bom senso e cordialidade, delimitar esses
espaços é uma atitude madura e que vai refletir de forma positiva junto os
enteados no futuro, pois a parte da intimidade deles com a mãe ficará
preservada também.
Eu entendo que boa parte da responsabilidade de definir
limites de segurança é do pai, que desde a separação tem que deixar clara sua
postura junto a sua ex-mulher.
Muitas vezes, principalmente no começo do relacionamento,
nos sentimos incomodadas (e até irritadas) com antigos hábitos do casal ou da
ex-mulher com relação ao seu ex-companheiro, ou mesmo dela com relação as crianças.
Acredito que faz parte desta “distância segura” nesta fase do relacionamento segurar a onda e não enfrentar, não provocar,
não ser irônica. Nessa fase, quanto menos confronto melhor será para construir
esses espaços!
Nossos mundos já tem que conviver harmonicamente ao redor
das crianças, estreitar ainda mais essa intimidade pode gerar mal entendidos,
inveja, ciúmes, mágoa... sentimentos ruins e desnecessários que podemos evitar.
Penso que essa relação tem que ser educada, cordial,
respeitosa e colaborativa, porém, sem intimidades, confissões, aconselhamentos
ou coisas do tipo.
Hoje vou falar de um sentimento que é muito chato de sentir:
a constatação de que por mais que você ame, cuide e proteja seu enteado, ele
não é seu filho!
Eu falo aqui para sermos amorosas, companheiras, amigas de
nossos enteados e quanto mais eles gostam da gente mais gostosa fica nossa
relação e mais amor nós sentimos por eles, porém, sempre vai existir uma parte
do caminho junto a ele que nós não podemos percorrer. Eles não são nossos
filhos. Por mais que estejamos próximos e integrados à vida deles, muitas
coisas vão caber apenas ao pai e a mãe decidir. Esse é o momento onde aparece
na nossa cara esse sentimento de que ele não é meu filho, e eu tenho que
respeitar e entender isso.
Esse sentimento é muito conflitante e bem difícil de sentir.
Muitas vezes nós madrastas damos banho, preparamos a comida que eles gostam,
lemos livros para eles dormirem, cuidamos nas enfermidades, mas tem coisas que
não cabe a nós, porque eles não são nossos filhos.
Um exemplo super triste dessa realidade está acontecendo
agora com uma amiga muito querida. O pai ficou com a guarda da filha e ela foi
morar com eles. Nesse tempo elas conviveram diariamente. Como Boadrasta que é,
minha amiga cuidou com todo amor e carinho da enteada, descobriu que ela era
disléxica e começou a ajudar nos assuntos escolares. Enfim, depois de um ano, o
parceiro da minha amiga faleceu. A mãe da enteada (que fez alienação parental o
tempo todo com a filha) não deixa minha amiga vê-la, e se ela conseguir ver não
será mais a enteada que ela cuidava e amava. Essa mãe já influenciou a visão
dela sobre a madrasta.
Nesse caso, por exemplo, não tem o que fazer. A enteada não
é filha da minha amiga. O melhor a se fazer é assumir que a mãe vai criar bem
ou mal como quiser, a filha é dela.
Decisões sérias envolvendo por exemplo saúde, espiritualidade,
escola onde vai estudar, virgindade, drogas, intercambio, e outros semelhantes são
assuntos que não passam pela “ordem” da madrasta. Momentos onde geralmente
assistimos e torcemos, mas,não cabe a nós resolver.
Esse post de hoje é pra lembrar desse grande detalhe.
Tem um ditado que diz que filho
é que nem vídeo game, fica mais difícil a cada fase. E quando eles entram na
adolescência então...
Eu estava conversando outro dia
com uma amiga que está prestes a se casar e será madrasta de uma adolescente,
coincidentemente 2 dias depois recebi um comentário muito querido aqui no blog
falando sobre como se relacionar com enteados adolescentes.
Minha enteada tem 08 anos e
nunca foi madrasta de um adolescente,mas, fato é que não é fácil.
Eu acredito que no meu caso o
amor que eu e minha enteada construímos agora na infância será fundamental para
sermos amigas e nos respeitarmos (com muito amor) quando chegar nessa fase.
Fato é que quem convive com
adolescentes tem que ter uma dose tripla de PACIENCIA.
Nessa fase eu acho que a
madrasta pode ficar por perto, ser amiga, ter diálogo transparente,mas,o pai e
a mãe serão responsáveis por interferir
diretamente quando o enteado estiver em situações mais delicadas como
envolvimento com drogas, álcool, rebeldia, namoros, homossexualidade ... Se por
acaso numa situação qualquer como madrastas soubermos de algo mais grave, por
mais que amemos muito nosso enteado e venha uma vontade de ajudar, acho
complicado tentar resolver porque pode gerar um conflito desnecessário e
desgastante, nesse caso acho prudente passar a condução do assunto diretamente para o pai e a mãe.
Na fase da adolescência de
nossos enteados nossa interferência fica mais superficial, porque eles estão se
auto afirmando e quanto menos cacique apitando na vida deles, menos conflito.
É muitas vezes difícil dialogar,
mas, acho bacana quando possível falarmos para eles o que sentimos, sem DR,
apenas um toque de amor, mostrar que sua rebeldia não afeta seu amor e seu
respeito por ele.
Não leve para o lado pessoal e
nem se sinta ofendida se o seu enteado elogiar a mãe ou compará-la com você,
esse é um claro sinal de como ele ainda está se adaptando a essa nova realidade
que é quase sempre difícil numa fase inicial. Esse tipo de comportamento é mais
comum entre enteados adolescentes, que são na sua maioria são mais desconfiados
e difíceis.
No caso de adolescentes e
madrastas que tem pouca diferença de idade fica mais difícil para eles
entenderem que mesmo tendo idades parecidas essa mulher foi escolhida pelo seu
pai para ser companheira dele, assim como ele respeita seu pai deve respeitá-la também. Nessa caso
acho que devemos ter uma postura firme, mas, aberta ao dialogo e mostrar que
você não entrou na vida do pai para competir (e não competir mesmo), deixar
claro que os lugares de vocês são diferentes na vida do pai. Acho que nesse
caso, os enteados sentirem ciúmes e pensar que a madrasta vai roubar o lugar
deles de filhos é um sentimento bem compreensível.
Fato é que e todos os casos em
que nos envolvemos com adolescentes o grande segredo é: muita PACIÊNCIA e pouca
pressa.
Curiosidade - Pesquisando sobre
esse tema achei uma resposta (top 5) de uma adolescente num fórum onde a pessoa
perguntava o que ela precisa para se dar bem com o enteado a adolescente . Ache
bem legal a resposta dela e estou copiando aqui (tomei a liberdade de corrigir
o português na transcrição):
Eu sou uma enteada adolescente e o que nós mais odiamos é :
1) Quando nossos pais dão mais atenção pra vocês (padrasto,madrasta) do que pra
nós.
2) NUNCA mais NUNCA se meta em uma discussão dele com o pai .
3) Não invente de dar bronca ou castigo.
4) Quando ele tiver conversando com seu pai, evite chegar perto e nem fale
alguma coisa para o pai dele sair de perto e ir resolver,só se for urgente
(esse momento pode ser importante pra ele).
5) Se você quiser ter um filho converse com ele pra saber a opinião dele.
(alias não só sobre filhos pergunte a opinião dele sobre os assuntos da casa em
geral) ele pode achar q você teve esse filho e agora ele terá de dividir a
atenção do pai com a criança
Se você fizer tudo isso pode ser que você ganhe a confiança dele.
Esse nome “Vódrasta”
só existe no dicionário informal.
Mãe da madrasta ou mãe do padrasto, madrasta da mãe ou
madrasta do pai, madrasta da madrasta ou madrasta do padrasto. Quando o avô
casa com outra mulher
Hoje eu vou falar das Vódrastas.
Essas pessoas que podem ser tão gostosas para uma criança quanto suas avós.
Acredito que a forma como sua mãe vai se relacionar com seu
enteado está diretamente relacionada a forma como é a sua relação com ela, sua
mãe. Também está muito relacionada a maneira que você passa para ela como é a
sua relação com seu enteados.
A tendência das mães é defender seus filhos e quando nós
filhos não gostamos de algo, elas tendem a tomar nosso partido. Assim que elas
vão enxergar nossos enteados. Na maioria das vezes a reação da mãe da madrasta
vai depender diretamente de como a madrasta se relaciona e mostra essa criança
para sua família.
A minha mãe acolheu muito bem minha enteada desde o inicio.
Elas são muito afetivas uma com a outra. Minha mãe é convidada para
aniversários, dá presente de Natal, já costurou alguns vestidos de festa
junina, cortou cabelo... Ela e meus irmãos tratam minha enteada como ela é -
parte da família !
Conheço pessoas que foram Boadrastas a vida toda e hoje os
filhos dos seus enteados as consideram como mais uma avó, a Vódrasta.
O importante é pensar que quanto melhor sua relação com seu
enteado, melhor vai ser a relação da sua mãe (e da sua família) com ele.
Acredito que uma Vódrasta
acolhedora é mas um canal de amor esegurança para as crianças dentro dessa nova família.
Quero deixar aqui um grande abraço para todas as Vódrastas que fazem a vida dessas
crianças mais gostosas.
Eu sempre escutei relatos tristes de situações envolvendo
madrastas, e depois do blog tenho escutado muito mais. Refletindo sobre essas
histórias eu decidi escrever esse post.
Gostaria de falar sobre RESPEITO.
Muitas madrastas exigem que seus enteados as respeitem,
mas elas mesmas não respeitam seus enteados e quando uma madrasta desrespeita
seu enteado automaticamente ela está desrespeitando seu companheiro. Essa conta
é simples e é assim mesmo.
As crianças não obedecem quem eles não respeitam, e elas
não respeitam quem não respeitam elas. Só se pode exigir respeito quando
primeiro se dá. Nós somos os adultos, nós somos os responsáveis pela condução
das coisas, as crianças simplesmente reagem a nós.
Tem muita madrasta que faz questão que os enteados se
sintam como convidados em suas casas e na sua vida e não como parte da família.
Quando uma madrasta não leva em consideração que para seus enteados a sua casa é
a casa do pai deles, ela não está respeitando os sentimentos das crianças
quando chegam nesse espaço e nem respeitando seu companheiro que está recebendo
seus filhos, e não convidados.
Sei que para algumas pessoas é difícil ser gentil e carinhosa
com as crianças, tudo bem. Agora, aproveitar dessa dificuldade para ser cruel,
exercitar seu “poder” em cima dos enteados, eu acho muita falta de respeito.
Quando um pai que estava com seu filho semanalmente e
depois que namora/casa passa a visitar o filho menos vezes por imposição da
companheira e não se posiciona, também não respeita sua condição paternal. Se é
importante para esse homem, ele tem que brigar por esse espaço em seu
casamento/namoro, o espaço de exercer plenamente sua paternidade.
Neste post estou defendendo o respeito pelas crianças,
respeito no tratar com elas, porque eu entendo que nós escolhemos nossos
maridos e namorados. Ninguém nos obriga a ficar com um cara com filhos, os
enteados não nos escolhem, eles tem que conviver com as escolhas dos pais
gostem ou não. Por isso que acho que por mais difícil que seja para algumas
pessoas, respeitar o sentimento do seu companheiro e respeitar essas crianças é
importante e necessário.